USO DO CONTRASTE
As experiências iniciais de Ambrose revelaram que
muitas lesões cerebrais eram melhor visualizadas
pela tomografia computadorizada após a administração
endovenosa de contrastes iodados. Isso é resultado
de uma aumento dos valores de atenuação
da lesão devido ao acúmulo de contraste
pela mesma, quer pela neovascularização
àquele nível quer pela quebra da barreira
tecidual decorrente da patologia básica. Diferentes
meios de contrastes com dosagens específicas para
cada tipo em particular têm sido utilizados.
O bom resultado do exame contrastado depende do nível
plasmático de iodo durante o exame, sendo esse
nível razão direta da quantidade de contraste
recebida. Por isso mesmo é que a dose a ser ministrada
baseia-se no peso corporal do paciente, sendo necessária
a manutenção de 40 mg de iodo por 100 ml
de plasma para uma boa diferenciação das
áreas lesadas em relação aos tecidos
normais situados ao redor.
Norman,
após estudos comparativos, concluiu que, para alcançar
tais valores e iodo plasmático, é necessário
que o paciente adulto receba, em média, de 28 a
42 g de iodo total. Níveis de iodo abaixo do limite
inferior acima mencionado não oferecem bons exames
contrastados.
O serviço deve estar preparado para as eventuais
ocorrências secundárias ao uso de compostos
iodados. Os contrastes mais seguros são do tipo
não-iônico, sendo estes os mais utilizados
nos serviços de diagnósticos por imagem
de todo o mundo.
Voltar