UNIDADES DO SISTEMA DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

Após a comprovação clínica do primeiro protótipo instalado do Atkinson-Moreley’s Hospital, outros equipamento foram construídos pela firma fabricante e imediatamente instalados na Grã-Bretanha, Europa e Estados Unidos da América do Norte.

A aceitação pelo mundo médico foi tão grande que outras firmas passaram a se interessar pelo projeto e construção de equipamentos semelhantes. Várias são as firmas que hoje constroem tais equipamentos e, portanto, bastante diversificados os modelos.

Contudo, basicamente, são todos eles constituídos das mesmas unidades, que são: a) unidade de varredura e leito ajustável; b) console de controle; c) unidade de processamento; d) unidade de arquivamento; e) console de diagnóstico; f) unidade de energia e alta tensão; g) unidade de refrigeração.

A unidade de varredura está contida num conjunto que em inglês é denominado Gantry e é nele que se ajusta o leito para o paciente. A estrutura interna do Gantry suporta a ampola de raios X que é continuamente provida de energia durante o exame. Diametralmente opostos a ampola de raio x encontram-se os detectores. Nos equipamentos para tomografia computadorizada são utilizados dois tipos de detectores: o de cristais de cintilação e a gás.

Os detectores de cristal são na verdade tubos fotomultiplicadores opticamente acoplados a cristais de iodeto de sódio, fluoreto de cálcio ou óxido germânico de bismuto. Os detectores a gás usualmente contém xenônio.

Ambos os tipos de detectores, a gás ou de cristais de cintilação, tem suas vantagens específicas como durabilidade, preço, rendimento operacional, facilidade de manutenção, etc., e são utilizados de acordo com a conveniência dos fabricantes. Mas, em geral, os detectores de cristais de cintilação são usados em aparelhos que requerem número pequeno de detectores, enquanto os detectores a gás são usados em aparelhos que requerem grande número de detectores em aproximação íntima. Aparelhos especificamente construídos para crânio são constituídos de detectores de cristal.

O console de controle é o centro operacional do sistema. Através dele se monitoriza o exame. Esta unidade possui um vídeo de TV com um ou dois canais, dependendo do modelo, nos modelos para dois canais, um deles é utilizado para o texto que é datilografado no teclado e reproduzido no vídeo, texto este constituído das informações sobre o paciente e dos parâmetros de cada exame (espessura do corte, velocidade do exame, incremento da mesa e número de cortes tomográficos por exame).

No outro canal, observam-se diretamente as imagens, que permite a análise das mesmas assim que elaboradas. A unidade de processamento é construída pelo computador, centro de todo o sistema, que recolhe todas as informações de cada tomograma através dos detectores. Os dados são inicialmente armazenados na forma quantitativa e subseqüentemente utilizados para a reconstrução da secção tomográfica, após o que a secção é mostrada para o diagnóstico.

A formação da imagem é uma das partes mais complexas da tomografia computadorizada e suas minúcias serão discutidas logo a seguir. Os computadores são providos de dois discos magnéticos: um deles está na memória rapidamente acessível e, no outro, as imagens recém-construídas podem ser temporariamente armazenadas para o manuseio fácil pelo operador.

Tais imagens podem ser transferidas do disco para a unidade de arquivamento. Nos vídeos das TVs as imagens são mostradas para diagnóstico e eles constituem o ponto final do sistema que converte a “imagem” virtualmente reconstruída e armazenada eletronicamente nos discos do computador, nas imagens ópticas reais são em seguida transferidas para películas de raio X através das câmaras laser ou para CDs ou DVDs.

Todas estas funções de visualização e análise das imagens podem estar incluídas unicamente no console de controle. Contudo, alguns fabricantes incluem opcionalmente uma outra unidade, o console diagnóstico, no qual tais funções podem ser realizadas concomitante e independentemente do console de controle.

A unidade de energia e alta tensão compreende um transformador de alta tensão e um gerador de controle de raios X. Evidentemente, desde que o sistema utiliza raios X a sala que abriga a unidade de varredura deve possuir adequada proteção radiológica. Por sua vez, as unidades de controle e de processamento devem ser mantidas a 20Cº, com umidade relativa em torno de 50 a 60 %.


Voltar


 
Copyright @ 2005 www.cetac.com.br Todos direitos reservados.
Designed By Portal Prudente