MÉTODOS DE “SCANNING”

Ainda com referência ao posicionamento e movimentação de tubo de raios x em relação aos detectores, deve-se ressaltar que esta é uma das características mais importantes do equipamento para tomografia computadorizada, podendo tal relação definir os seguintes métodos de scanning: a) translação-rotação do tubo de raios X e dos detectores; b) rotação do tubo de raios X e dos detectores; c) rotação do tubo de raios X com detectores fixos.

No primeiro caso, translação-rotação do tubo de raios X e dos detectores, o tubo de raios X e os detectores são posicionados diametralmente opostos em uma mesma armação. Um fino feixe de raios X em forma de leque, com uma abertura de cerca de 10º, varre o paciente em um determinado ângulo.

Em seguida, o conjunto de armação faz um movimento de rotação de alguns graus, variáveis de aparelho para aparelho, alcançando um novo ângulo de varredura. Neste instante, o conjunto faz um movimento de translação perpendicular à direção do feixe de raios X com a finalidade de executar uma nova varredura do objeto em exame.

Durante esta fase, os detectores são atingidos pelos fótons dos raios X e as informações colhidas por eles são encaminhadas ao computador para análise. A seguir, ocorre novo movimento de rotação, seguido de novo movimento de translação e consequentemente tomada de dados, e assim sucessivamente. O número total dos movimentos de translação-rotação é uma função do ângulo de divergência do feixe de raios X, do número de detectores de cada sistema, do espaçamento entre cada detector e da angulação total alcançada ao término de toda a rotação, variando de um mínimo de 180º a um máximo de 240º. Este método foi o utilizado nos primeiros aparelhos de TC e já está em desuso.

No segundo método de scanning mencionado, rotação do tubo de raios X e dos detectores, cada detector é fixo numa posição relativa à fonte de raios X, de modo que o conjunto da armação representada pelo tubo de raios X e detectores gira sincronicamente em torno do eixo longitudinal do paciente. O ângulo de abertura do feixe de raios X varia de 30º a 50º e são empregados mais de 300 detectores de xenônio. A velocidade dos cortes tomográficos é maior que no método anterior, mas o ganho intrínseco desses detectores a gás é apenas 1/50.000 do ganho dos detectores de cristal.

No método de detectores fixos, um feixe de raios X, em leque, com uma abertura variável de 30º e 50º, gira em torno do eixo longitudinal do paciente, de modo a permitir que seus fótons atinjam os detectores estacionários colocados em forma de circular em torno de 600 detectores. São poucos os aparelhos que utilizam esta tecnologia que cedeu lugar à tecnologia dos anéis deslizantes que permitiu a construção, em seguida, aos aparelhos helicoidais.

O QUE É UM SISTEMA HELICOIDAL DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

Num sistema convencional de tomografia computadorizada o tubo de raio X gira ao redor do paciente que permanece fixo durante todo o período de uma rotação, necessário à aquisição correta das linhas de dados. Um série de cortes seqüenciais previamente programados realiza um exame completo. Por meio dos computadores especiais se obtém as imagens através dos monitores do console de operação sendo a partir daí radiografadas.

No sistema convencional, ainda, os dados são transmitidos aos computadores através de cabos fixos conectados aos detectores, sendo os outros cabos ligados ao tubo de raio X. Esta tecnologia, por mais veloz que seja, limita a velocidade dos exames, face ao reposicionamento constante das partes que constituem o sistema e das limitações dos cabos. As paradas periódicas, mudanças de direção do movimento e reposicionamento do tubo e detectores dentro do Gantry produzem uma demora de 5 a 10 segundos entre os cortes.

Recentemente (1989), incorporou-se aos tomógrafos a tecnologia doa anéis deslizantes que permite a rotação contínua do conjunto tubo-detectores. Esta tecnologia, que pode ser considerada dos tomógrafos de quinta geração, não somente permitiu uma redução acentuada do ciclo de scan, pois reduziu o tempo entre os cortes tomográficos, como também permitiu introdução da tomografia helicoidal capaz de fazer as aquisições volumétricas antes possível somente no sistema de ressonância magnética.

A tomografia helicoidal (sexta geração) introduz o movimento contínuo da mesa do paciente a uma velocidade fixa, enquanto o conjunto de tudo-detectores gira constantemente. Em conseqüência, se obtém uma projeção helicoidal de dados usualmente em um único período de contenção da respiração. Os tempos de varredura são de segundos e, tão logo se obtém os dados em projeção helicoidal, as imagens são reconstruídas em tempo real, por meio de interpolação das projeções entre os passos contíguos das hélices, e o exame se encerra.

As imagens obtidas podem corresponder a cortes convencionais (coronais ou axiais), ou a imagens tridimensionais. Por permitir uma reconstrução volumétrica, este novo estilo de tomografia computadorizada demonstra melhor os vasos abdominais, torácicos e a relação deles com as demais estruturas regionais e tumores. Ele permite ainda, a realização de angiografia cerebral, tal qual na ressonância magnética, e, em particular, a realização de angiotomografia coronariana.

As figuras mostram aparelhos de última geração, usados no CETAC:

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