UM POUCO SOBRE AS GERAÇÕES
DE TOMÓGRAFOS
1º
GERAÇÃO
Na história da tomografia computadorizada, diferente
tipos de tomógrafos têm sido criados. Os
tomógrafos de primeira geração (EMI
Mark I) foram aqueles criados por Sir. Godfrey Newbold
Hounsfield em 1972. O padrão de varredura destes
tomógrafos de primeira geração consistia
de uma translação de tubo de raio X e do
detector (um ou no máximo dois) em conjunto, seguida
de uma pequena rotação. O procedimento era
repetido até completar 180º.
2º
GERAÇÃO
Na segunda geração de tomógrafos,
ao invés de um detector um conjunto de detectores
colocava-se do outro lado do tubo de raio X, de forma
que o feixe de raio X formava um leque e não apenas
uma linha única de aquisição de dados.
O
primeiro tomógrafo de segunda geração
foi lançado em 1974 pela firma americana OHIO NUCLEAR
e, depois deste, outros tomógrafos de segunda geração
mais aperfeiçoados e com maior número de
detectores foram lançados no mercado dando um impulso
muito grande à TC de corpo inteiro, pois eram mais
rápidos e diminuíam acentuadamente os artefatos
de movimento.
O
CETAC - Centro de Tomografia Computadorizada e Ressonância
Magnética foi o segundo serviço de tomografia
computadorizada do Brasil a ter aparelhos de segunda geração.
3º
GERAÇÃO
Na terceira geração de tomógrafos,
o movimento de translação foi eliminado,
mantendo-se apenas o movimento de rotação
e o feixe de raio X foi ampliado graças às
novas tecnologias do tubo de raio X e o grande aumento
no número de detectores, mudando-se completamente
a geometria de varredura. O tempo de aquisição
tornou-se bem mais rápido e a qualidade da imagem
sofreu uma melhora bastante significativa.
A
terceira geração de tomógrafos foi
desenvolvida em 1974 pela firma Artronix, mas só
colocada em prática em 1975 pela GE. Posteriormente,
em 1977, a Philips melhorou a terceira geração
de tomógrafos introduzindo o princípio do
"geometric enlargement" que contribuiu para
o desenvolvimento das técnicas de alta resolução
nos tomógrafos subseqüentes.
4º
GERAÇÃO
Em abril de 1976 a firma AS&E introduziu o conceito
de tomógrafo de quarta geração que
consistia num tubo de raio X, com movimento de rotação
dentro de um conjunto fixo de detectores. Esses tomógrafos,
contudo, devido a problemas de tecnologia dos computadores
e dos detectores, matemática de reconstrução,
processamento dos sinais e tubos de raio X só puderam
entrar efetivamente em uso por volta de 1981.
Com toda esta evolução, contudo, grandes
volumes corporais (tórax e abdômen) só
podiam ser examinados através de cortes individuais
(tomogramas) e, dependendo do número de cortes,
os pacientes permaneceram durante muito tempo na mesa
de exame, ou seja, cerca de 30 a 45 minutos para um exame
completo do tórax ou abdômen (antes e depois
do contraste).
Felizmente, novas gerações de tomógrafos
surgiram e desta vez, com surpreendente tecnologia que
conjuga novos computadores, novos softwares, novos tubos
de raio X e novos sistemas de aquisição
de dados. Foram a quinta e a sexta gerações
que culminaram com o sistema helicoidal. Com ele é
possível a aquisição de dados de
grandes volumes (até um metro de extensão
corporal) em apenas 32 segundos para obtenção
de milhares de cortes tomográficos.
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