DOSE DE RADIAÇÃO PARA OS
PACIENTES
Uma das preocupações de quem trabalha com
um equipamento de tomografia computadorizada é
a dose de radiação a que estão submetidos
os pacientes, pois sendo esta uma função
da quilovoltagem, miliamperagem, tipo e espessura do filtro
e características do colimador (os colimadores
dos tomógrafos computadorizados são altamente
aperfeiçoados para evitar espalhamento dos raios
X), é fácil notar que a mesma é específica
para cada tipo de aparelho.
Além disso, para um dado equipamento, a dose de
radiação em um determinado ponto da pele
do paciente varia de acordo com a utilização
do over scan, velocidade utilizada em um determinado tomograma,
sua espessura e superimposição ou não
dos cortes tomográficos. O uso da “alta resolução”
(high resolution - HR) para estudo da base do crânio,
ouvido interno, órbitas e coluna, nos aparelhos
que dispõem de tais recursos também constitui
um fator variável.
Perry e Bridges foram os primeiros analisar o grau de
exposição radiológica a que estavam
expostos os pacientes submetidos a um exame no modelo
“EMI Mk 1”, primeiro aparelho em funcionamento
no Atkinson-Moreley’s Hospital. Desde então,
numerosos outros trabalhos semelhantes surgiram relacionados
a outros modelos e todos ele vêm comprovar que,
quando operados a velocidade e espessura padrões,
a dose de radiação recebida pelo paciente
não é maior que aquelas fornecidas por radiografias
convencionais do mesmo segmento.
Como se observa, após um exame tomográfico
completo, as doses de radiação a que estão
submetidos os tecidos do paciente ficam muito aquém
dos limites considerados danosos para a integridade dos
mesmos. Mas, como em qualquer procedimento radiológico,
a TC não dever ser repetidamente utilizada nos
pacientes, havendo um limite anual de dose imposto pela
Organização Mundial da Saúde.
Voltar