4. RM DO CORAÇÃO
Nos últimos vinte anos, as técnicas não
invasivas de imagens do coração alcançaram
seu auge através da ecocardiografia. Na grande
maioria das vezes, era a ecocardiografia o único
exame que podia fornecer dados sobre a morfologia e função
cardíacas.
A
Ressonância Magnética (RM) foi introduzida
no meio médico em 1985; porém, somente nos
últimos dois ou três anos é que sua
utilização na Cardiologia teve um extraordinário
avanço, estabelecendo-se como método não
invasivo de superior qualidade.
A
ressonância magnética oferece imagens cardíacas
com detalhes de anatomia e função de uma
forma totalmente segura, sem qualquer risco para os pacientes
(a única contra-indicação é
o marcapasso cardíaco) e sem submete-los aos inconvenientes
das técnicas invasivas de cateterismo.
E
esta atuação da RM na Cardiologia será
bem maior no futuro próximo, graças aos
novos pacotes de softwares que introduzem técnicas
de imagens ultra-rápidas que anulam os artefatos
de movimento.
A
RM é essencialmente uma técnica de imagem
tridimensional, daí porque ela é capaz de
avaliar o volume cardíaco, sua superfície,
as câmaras cardíacas (átrios e ventrículos),
fornecendo informações não só
de sua estrutura como também de sua contratilidade
e do fluxo sangüíneo dentro destas câmaras.
Estas informações são úteis
para avaliar e quantificar a função dos
ventrículos, a severidade das lesões das
válvulas cardíacas e o grau de reserva do
fluxo coronariano.
<<
Voltar